Desatino & Desassossego

Desatino & Desassossego

Neste inverno a exemplo dos anteriores uma temporada na casa da Mantiqueira. Encontros casuais dão a tônica deste tempo com as previsíveis surpresas a que remete. Desde antes da pandemia tenho me encontrado com um elegante e educado quarentão que conheci no Carnaval no bloco de “mulher gostosa” de uma boite de sucesso. Discreto como deve ser um cavalheiro ele também é dez anos mais velho do que eu e especialmente motivado a fazer sexo comigo de uma maneira que sugeriria algo mais do que fazer sexo no estilo transar pra gozar.

Ele tem o raro dom de conduzir a mulher a ir-se soltando pouco a pouco e quando você se dá conta já deu ou foi além do que pretendia. Acho delirante o quanto ele me faz sentir confortável ao beijar-me intimamente com aqueles lábios quentes demorando-se em minha vulva e menos no meu cu. É empolgante este seu modo que me faz contorcer em gemidos. Naquela tarde de sábado quando pensei que tínhamos terminado, ele se recuperou rapidamente e quis, sussurrando em meus ouvidos e roçando o pau em minhas coxas, me foder novamente, o que estava bem de acordo com meu desejo.

Quando ele ejaculou a segunda vez e quis continuar dentro, perguntei o que estava acontecendo. Ele, na profundidade do seu orgasmo, olhou-me nos olhos murmurando: “você me desatina!”. Abracei-o ainda mais, enlanguescida de ternura sensual: “e você me desassossega”. O desassossego provocado em meu corpo pela sua boca máscula degustando as fendas do meu corpo, a energia do seu falo dentro das minhas entranhas perdendo-me no tempo e no espaço a ponto de nem saber mais onde estou, desejando que jamais para de se aprofundar dentro de mim numa compulsão jamais sentida por outro homem.

Ah! glorioso inverno de um ano de pandemia, em que aquele que deflagra toda a luxúria feminina do meu ser sabe como eu adoro o modo como envolve meu corpo em suas mãos, que ao debruçar-se sobre meu corpo para a penetrar-me, faz de mim a silhueta perfeita da libertinagem ao libertar toda a minha concupiscência em quer tê-lo dentro remexendo meus quadris e abrindo-me em oferenda ao seu pau que adoro sentir crescer e engrossar nas dobras das minhas coxas, completamente desinibida impelida pela paixão.

Ah como me endoidece ondular meu corpo enquanto sobre mim metendo sem parar, sussurrando-me “você me desatina, me desatina, me desatina”…. deixando-me cada vez mais encharcada à espera do seu gozo e da sua língua procurando entrar em minha boca que busca a dele nos estertores do orgasmo.

Um Conto de : Iliely Suzana